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                                         Refutação da Apologética Católica
      
                   Esta página apresenta as refutações LÓGICAS aos argumentos católicos contra os fundamentos do Espiritismo, apresentados por Orlando Fedeli, no site da Montfort

                  O Sr. Orlando Fedeli demonstra, em seus argumentos, desconhecer alguns princípios básicos da Doutrina Espírita, ao apresentar induções errôneas,  e afirmações "auto-conclusivas", que, do ponto de vista da lógica, podem ser facilmente refutados. Vamos a eles.
 


1. Se a alma humana se reencarna para pagar os pecados cometidos numa vida anterior, deve-se considerar a vida como uma punição, e não um bem em si. Ora, se a vida fosse um castigo, ansiaríamos por deixá-la, visto que todo homem quer que seu castigo acabe logo. Ninguém quer ficar em castigo longamente. Entretanto, ninguém deseja, em sã consciência, deixar de viver. Logo, a vida não é um castigo. Pelo contrário, a vida humana é o maior bem natural que possuímos.

" Se a alma humana se reencarna para pagar os pecados cometidos numa vida anterior, deve-se considerar a vida como uma punição"

         Esta afirmação é "auto-conclusiva", por tentar induzir a uma conclusão que não é verdadeira; e negativa, pois somente enxerga o lado do sofrimento e da punição, esquecendo-se que a vida não é apenas sofrimento, mas principalmente aprendizado e evolução.
        Uma analogia simples demonstra a fragilidade de tal afirmação:
        Façamos uma comparação com uma escola. Os alunos que não passarem de ano, serão obrigados a repetirem o ano novamente, revisarem as mesmas matérias nas quais estiveram deficientes.
       Então perguntamos: O fato de o aluno ter que repetir de ano significa apenas uma "punição", ou tal acontece para que o mesmo aprenda efetivamente as lições que não aprendeu no ano anterior?
        Evidentemente que o objetivo da repetência é fazer com que o aluno possa recuperar-se e concluir com êxito os estudos nos quais fracassou. Da mesma forma, a Reencarnação não representa simplesmente uma "punição", mas sim uma nova oportunidade para o espírito.
        Esta visão, por si só, já desqualifica totalmente o argumento apresentado.

Conclusão: A Reencarnação não representa apenas "Punição", mas sim uma nova oportunidade que Deus concede, para que os espíritos possam recuperar-se de seus erros e atingir sua evolução! Sem a Reencarnação, aí sim, haveria punição, e sem nenhuma chance de recuperação:
A Punição eterna!
 


2. Se a alma se reencarna para pagar os pecados de uma vida anterior, dever-se-ia perguntar quando se iniciou esta série de reencarnações. Onde estava o homem quando pecou pela primeira vez? Tinha ele então corpo? Ou era puro espírito? Se tinha corpo, então já estava sendo castigado. Onde pecara antes? Só poderia ter pecado quando ainda era puro espírito. Como foi esse pecado? Era então o homem parte da divindade? Como poderia ter havido pecado em Deus? Se não era parte da divindade, o que era então o homem antes de ter corpo? Era anjo? Mas o anjo não é uma alma humana sem corpo. O anjo é um ser de natureza diversa da humana. Que era o espírito humano quando teria pecado essa primeira vez?

           Esta afirmação denota, antes de qualquer coisa, desconhecimento da própria Doutrina que critica Segundo o Espiritismo, todos os Espíritos são criados SIMPLES e IGNORANTES. Cada Espírito é  criado em uma época diferente. Aliás, Deus está sempre criando, portanto, o processo de criação de novos espíritos nunca foi interrompido.
 
          Além disso, em sua primeira encarnação, o espírito não tem nenhum mal a "expiar", nenhum dívida para "quitar". Portanto, seria um absurdo imaginarmos um espírito, em sua primeira encarnação, nascendo sob o peso do "pecado", ou qualquer tipo de punição. Deus jamais criaria espíritos "defeituosos", ou sofrendo por algo que não fizeram, ou Ele seria injusto.
              Porém, a partir de então, seguirão seu caminho evolutivo, guiados pelo seu LIVRE-ARBÍTRIO, e  então estarão sujeitos à Lei de AÇÃO E REAÇÃO. Desta forma, em suas próximas vidas, colherão  os frutos daquilo que ELES MESMOS plantaram na sua vida anterior
 

Conclusão: O critério de criação de Espíritos enquadra-se totalmente dentro do conceito de Justiça, uma vez que jamais um espírito sofrerá por algo que não fez. Sem a Reencarnação, contudo, não há explicação para a origem do sofrimento humano, uma vez que não haveria nenhuma explicação para o nascimento de pessoas cegas, paralíticas, etc.


3 Se a reencarnação fosse verdadeira, com o passar dos séculos haveria necessariamente uma diminuição dos seres humanos, pois que, à medida que se aperfeiçoassem, deixariam de se reencarnar. No limite, a humanidade estaria caminhando para a extinção. Ora, tal não acontece. Pelo contrário, a humanidade está crescendo em número. Logo, não existe a reencarnação. 

Este questionamento parte de um pressuposto errôneo: De que Deus criou os espíritos em um determinado tempo e depois  parou de criá-los. Com certeza, se assim fosse, à medida que cada espírito fosse atingindo a perfeição, não mais necessitaria reencarnar e, conseqüentemente, a população no Planeta Terra diminuiria.

         Porém, se o Sr. Orlando Fedeli, antes de apressadamente sair escrevendo críticas, decidisse estudar um pouco a Doutrina que critica sem conhecer, descobriria que,  segundo o Espiritismo, Deus jamais deixa de criar espíritos.. Sendo assim, a criação de espíritos é um processo constante.   Assim, podemos comparar o planeta Terra a uma grande escola, onde, ao mesmo tempo em que alguns alunos se formam e deixam a escola, outros nela ingressam. E a escola, por sua vez, à medida que amplia suas instalações, pode oferecer mais vagas. Portanto, o aumento do número de pessoas na Terra em nada inviabiliza o conceito da Reencarnação. Pelo contrário, significa que mais espíritos desencarnados terão oportunidades de reencarnar.

Conclusão: O aumento crescente da população na Terra absolutamente em nada inviabiliza a Doutrina da Reencarnação, uma vez que Deus nunca cessa a criação de Espíritos. O Sr. Fedeli baseou seu argumento em uma informação errada, de que Deus cessou a criação de Espíritos.

 


4. Respondem os espíritas que Deus estaria criando continuamente novos espíritos. Mas então, esse Deus criaria sempre novos espíritos em pecado, que precisariam sempre se reencarnar. Jamais cria ele espíritos perfeitos?

         Tentando "remendar" o erro cometido no argumento anterior, o Sr. Orlando Fedeli, apresenta mais uma afirmação autoconclusiva. Segundo o Espiritismo Deus jamais cria um Espírito "em pecado". Os Espíritos, segundo o Espiritismo, são criados "simples e ignorantes". A sua primeira encarnação é como o primeiro ano de uma criança na escola. Com certeza não serão criados defeituosos nem em sofrimento nesta situação, uma vez que não têm nada ainda a expiar. Além disso, quando atingirem a evolução espiritual, suficiente, não precisarão mais reencarnar neste Planeta, continuando sua evolução em Planos espirituais
superiores ("Há muitas moradas na casa de meu pai..")

          Quanto à afirmação: "Deus Jamais cria espíritos perfeitos? " Ora,  se Deus criasse espíritos já totalmente perfeitos, com certeza eles iriam diretamente para um "Plano espiritual superior", ou "céu", se quiser chamar assim. Jamais precisariam reencarnar neste  plano e passar por todo o processo evolutivo pelo qual todos temos que passar. Então nem teria lógica estarmos aqui no Planeta Terra (com ou sem Reencarnação)!

Conclusão: A afirmação de que Deus cria espíritos em pecado não vem do Espiritismo, mas sim do Sr. Orlando Fedeli, que critica a Doutrina sem conhecê-la e tira suas próprias conclusões, desprovidas de embasamento..

 


5. Se a reencarnação dos espíritos é um castigo para eles, o ter corpo seria um mal para o espírito humano. Ora, ter corpo é necessário para o homem, cuja alma só pode conhecer através do uso dos sentidos. Haveria então uma contradição na natureza humana, o que é um absurdo, porque Deus tudo fez com bondade e ordem.

              Mais uma afirmação sem nexo. Em primeiro lugar, a reencarnação não é meramente um "castigo" para o espírito, mas, sim, uma nova oportunidade que ele recebe graças à misericórdia infinita de Deus.
             Se não houvesse reencarnação, as almas não teriam nova chance, seriam enviadas para a fogueira eterna do "inferno", o que, convenhamos, não seria nada compatível com a "bondade" de Deus.
 

Conclusão: A Reencarnação sim exprime a infinita bondade de Deus, que concede ao espírito uma nova oportunidade, num novo corpo, enquanto que, sem a Reencarnação, o "Deus bondoso" condenaria as almas à danação eterna no fogo do "inferno". Isso sim, representa uma imensa contradição!



6. Se a reencarnação fosse verdadeira, o nascer seria um mal, pois significaria cair num estado de punição, e todo nascimento deveria causar-nos tristeza Morrer, pelo contrário, significaria uma libertação, e deveria causar-nos alegria. Ora, todo nascimento de uma criança é causa de alegria, enquanto a morte causa-nos tristeza. Logo, a reencarnação não é verdadeira.

Podemos refutar este argumento tortuoso com uma analogia simples:

Um criminoso está perante o Juiz, após seu julgamento, para ouvir sua sentença. Então façamos duas
perguntas:

1. Se a sentença fosse uma condenação à morte. Qual seria a reação dele?
    Com certeza, tristeza, uma vez que a única perspectiva que ele teria dali em diante seria a sua destruição

2. Se a sentença fosse uma condenação, porém com uma chance do mesmo pagar por seus erros, ganhando, assim uma nova oportunidade. Qual seria a reação dele?
   Com certeza, alegria, muita alegria por receber uma nova chance, para redimir-se de seus erros.

Então, dizer que, "Se a reencarnação fosse verdadeira, o nascer seria um mal, e todo nascimento  deveria causar-nos tristeza", demonstra ser totalmente ilógica, uma vez que ter uma nova oportunidade jamais poderia ser um mal, muito menos causa de tristeza!

          E eu desafio o Sr. Orlando Fedeli a afirmar que ele mesmo preferiria ir para o inferno do que ter uma nova chance...duvido!!!   A frase toda retrata apenas o desejo de dizer, a todo o custo, algo contra a Reencarnação, porém, sem êxito, uma vez que não embasada pela lógica.

Conclusão: A reencarnação, por representar uma nova oportunidade para o espírito, jamais poderia ser um mal, muito menos causa de tristeza. Assim, cada nascimento representa a alegria de um novo recomeço. Tristeza seria não ter tal oportunidade e ser condenado ao "fogo do inferno"


7. Vimos que se a reencarnação fosse verdadeira, todo nascimento seria causa de tristeza. Mas, se tal fosse certo, o casamento - causador de novos nascimentos e reencarnações – seria mau. Ora, isto é um absurdo. Logo, a reencarnação é falsa.

        Novamente o Sr. Fedeli cria afirmações falsas para chegar à conclusão que ele quiser. Já demonstramos que um renascimento jamais seria causa de tristeza, portanto, tampouco seria o casamento, que, como ele mesmo afirma, seria o causador de novos nascimentos, ou seja, de novas oportunidades para os espíritos.
      Ora, então, usando da mesma linha de raciocínio, supondo que não exista a Reencarnação, o casamento seria mau, pois, através dele, seriam gerados novos nascimentos, de pessoas que iriam queimar no "fogo do inferno"? Absurdo e ilógico mais uma vez, Sr. Fedeli.

Conclusão: O casamento, sendo causador de uma nova vida, ou seja, de uma nova oportunidade para o espírito, jamais poderia ser mau.


8. Caso a reencarnação fosse uma realidade, as pessoas nasceriam de determinado casal somente em função de seus pecados em vida anterior. Tivessem sido outros os seus pecados, outros teriam sido seus pais. Portanto, a relação de um filho com seus pais seria apenas uma casualidade, e não teria importância maior. No fundo, os filhos nada teria a ver com seus pais, o que é um absurdo.


         Mais uma afirmação que demonstra a grande ignorância do Sr. Fedeli sobre o Espiritismo. Qualquer um que se dispuser a estudar o Espiritismo com seriedade, verá que a maioria dos casos de Reencarnações ocorre dentro da própria família, como forma de resgate de dívidas do passado.
         Um filho, por exemplo, que tenha falhado em seu papel com seus pais, pode vir, em vida futura, agora como pai zeloso, para reparar os erros cometidos.   
        A Reencarnação, então, reforça os laços familiares, construindo o amor onde antes havia ódio, o perdão, onde antes havia intolerância.  Sem a Reencarnação, um filho jamais teria nova chance de reparar os erros cometidos com seus pais, nem os pais com seus filhos. Todos correriam o risco de terem de se lamentar, eternamente, no "inferno".

Conclusão: A Reencarnação não é definida pelo conceito do "pecado" nem da "casualidade", mas sim pelo conceito da reparação e do perdão. Casualidade haveria se não houvesse Reencarnação, pois não haveria nenhuma explicação para as desigualdades entre as pessoas, desde o nascimento

 


9. A reencarnação causa uma destruição da caridade. Se uma pessoa nasce em certa situação de necessidade, doente, ou em situação social inferior ou nociva -- como escrava, por exemplo, ou pária – nada se deveria fazer para ajudá-la, porque propiciar-lhe qualquer auxílio seria, de fato, burlar a justiça divina que determinou que ela nascesse em tal situação como justo castigo de seus pecados numa vida anterior. É por isso que na Índia, país em que se crê normalmente na reencarnação, praticamente ninguém se preocupa em auxiliar os infelizes párias. A reencarnação destrói a caridade. Portanto, é falsa.

      Mentira! O próprio lema do Espiritismo é: "Fora da caridade não há  salvação". O fato de uma pessoa se encontrar em situação de necessidade ou situação social inferior, não significa que ela não deva ser ajudada, uma vez que a ninguém cabe saber até onde vai o sofrimento de cada um. O Espiritismo não diz que devamos nos colocar na posição de Deus e julgar o quanto uma pessoa deva sofrer!
     Por exemplo, ao caminhar por uma estrada e nos depararmos com alguém moribundo, devemos pensar que "Deus nos colocou naquele caminho, justamente para poder ajudá-la!" Então onde é que a Reencarnação destrói a caridade Sr. Fedeli? O Sr. precisa parar de "atirar para todos os lados", na ânsia insana de condenar algo que desconhece, e deixar de misturar Espiritismo com Hinduísmo. Duas realidades totalmente diferentes.

Conclusão: A Reencarnação em nada afeta o conceito da caridade, pelo contrário, a FORTALECE, uma vez que sabemos que colheremos em outras vidas não somente o bem, como também o mal que fizermos ao nosso semelhante. O Lema do Espiritismo é "Fora da caridade não há salvação". Isto, por si só, derruba o argumento contrário à Reencarnação.


10. A reencarnação causaria uma tendência à imoralidade e não um incentivo à virtude. Com efeito, se sabemos que temos só uma vida e que, ao fim dela, seremos julgados por Deus, procuramos converter-nos antes da morte. Pelo contrário, se imaginamos que teremos milhares de vidas e reencarnações, então não nos veríamos impelidos à conversão imediata. Como um aluno que tivesse a possibilidade de fazer milhares de provas de recuperação, para ser promovido, pouco se importaria em perder uma prova - pois poderia facilmente recuperar essa perda em provas futuras - assim também, havendo milhares de reencarnações, o homem seria levado a desleixar seu aprimoramento moral, porque confiaria em recuperar-se no futuro. Diria alguém: "Esta vida atual, desta vez, quero aproveitá-la gozando à vontade. Em outra encarnação, recuperar-me-ei" . Portanto, a reencarnação impele mais à imoralidade do que à virtude.

      Esta é uma afirmação que eu posso afirmar, categoricamente, ser uma inverdade. E posso provar facilmente isso. Basta conhecer as pessoas que acreditam em Reencarnação, as famílias espíritas, nas quais incluo a minha, e facilmente se perceberá que a afirmação acima não tem o menor, mas o menor fundamento.
     A Reencarnação incentiva àqueles que nela acreditam a agir de forma correta, pois sabem que toda e qualquer ação cometida nesta vida terá suas conseqüências na próxima. Então é o contrário: A crença na Reencarnação  causa uma tendência à moralidade e à virtude.
     É claro que aqueles que já têm uma tendência à imoralidade, seguirão tal tendência independente de acreditarem ou não na Reencarnação.
      Por outro lado, acreditar em um suposto "dia do juízo final" e que, mesmo tendo cometido todo tipo
de erros durante a vida, mas se arrependendo no último minuto, será perdoado, isso sim é um convite
à imoralidade! Porque esta é uma das grandes falhas nas crenças cristãs.
      Ou seja, muitos irão para o "céu", sem ter que pagar por nada do que fizeram, porque se arrependeram.
Então eles também poderiam pensar: "Vou gozar a vida o máximo que puder. Antes de morrer eu me arrependerei, e então irei para o céu!"
       Já aqueles que acreditam na Reencarnação sabem que, sendo Deus infinitamente Justo e infalível, não há
como escapar de sua justiça. Nós teremos que dar conta de tudo o que fizermos em nossas vidas, mesmo que
nos arrependamos no último segundo.
        Outra prova de que a questão apresentada é falsa: Se fosse assim, nenhum aluno jamais se esforçaria
para passar de ano, sabendo que poderá repetir inúmeras vezes. Ora, quem é que quer repetir de ano e
passar por tudo outra vez? Absurdo total.
 

Conclusão: A crença na Reencarnação cria uma tendência à moralidade, uma vez que ensina que todos os atos cometidos nesta vida poderão ter conseqüências na próxima. A questão apresentada apresenta crença pessoal, e não consegue demonstrar vínculo entre a crença na Reencarnação e a prática da imoralidade

11. Ademais, por que esforçar-se, combatendo vícios e defeitos, se a recuperação é praticamente fatal, ao final de um processo de reencarnações infindas?

         Seguindo o raciocínio desta pergunta, poderíamos perguntar: Por que então uma criança deve se esforçar para passar de ano na escola, se ela pode repetir de ano indefinidamente até um dia conseguir a aprovação? Ora, quem é que deseja estacionar indefinidamente? O fato de sabermos que teremos novas vidas, novas oportunidades, em nenhum momento nos incentiva a nos acomodarmos e estacionarmos em nossos defeitos.

Sabemos que o Planeta Terra é uma escola em estagio evolutivo inferior, e desejamos evoluir espiritualmente para que um dia possamos reencarnar em mundos espirituais mais evoluídos. O Espiritismo, portanto, enfatiza a REFORMA ÍNTIMA, combatendo nossos vícios e defeitos,  para que possamos evoluir moralmente e espiritualmente.

Conclusão: Da mesma forma como uma criança na escola não deseja repetir de ano, simplesmente pelo fato de saber que tem esta opção, o fato de sabermos que teremos novas oportunidades em novas vidas não nos leva a uma acomodação, desejando estacionar em nossa evolução espiritual.

12. Se assim fosse, então ninguém seria condenado a um inferno eterno, porque todos se salvariam ao cabo de um número infindável de reencarnações. Não haveria inferno. Se isso fosse assim, como se explicaria que Cristo Nosso Senhor afirmou que, no juízo final, Ele dirá aos maus: "Ide malditos para o fogo eterno"? (Mt. XXV, 41)

A idéia de uma condenação eterna e da existência do inferno, se for estudada à luz da lógica, demonstra-se contraditória com os ensinamentos de Cristo e com a idéia de um Deus perfeito. Vejamos porque:

1. Se Deus um dia condenasse alguém à uma punição eterna, Ele estaria deixando de praticar uma de suas virtudes: o Perdão! Ora, se Deus é perfeito, Ele possui todas as suas virtudes em grau INFINITO. Infinito é o que não tem fim, portanto, se Ele condenasse alguém ao inferno, seu perdão seria FINITO, e ele não poderia mais ser considerado Perfeito em Suas virtudes!

2. Se considerarmos a Justiça de Deus como perfeita, não podemos admitir que a mesma tenha falhas. Um dos conceitos básicos da Justiça é a PROPORCIONALIDADE da pena. Se Deus condenasse alguém ao Inferno, estaria punindo uma falta cometida num período de tempo finito, que é o período de uma vida, com uma punição infinita. Ou seja, uma pessoa viveu durante 70 anos, por exemplo, e, pelos erros cometidos neste período, pagará por mil, um milhão, um bilhão de anos, mais do que isso, eternamente...totalmente desproporcional! A Justiça Divina, sendo perfeita, não pode ter esta falha

3.  Analisando a passagem Bíblica em Mateus 21: "Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?  Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete. "  Vemos que Jesus nos ensina a perdoar INFINITAMENTE. Ora, se nós, imperfeitos, temos condições de perdoar infinitamente, como é que Deus não teria esta virtude?  Como Jesus poderia nos ensinar uma virtude que o próprio Deus não teria? Então, a conclusão lógica é de que Deus também tem tal virtude, ou seja seu perdão é infinito! Ele também perdoa 70x7, ou seja, infinitamente; do contrário nós, humanos imperfeitos, seríamos mais perfeitos do que Ele.

Então, tendo demonstrado que a idéia de um "inferno eterno" é incompatível com a visão de um Deus infinitamente misericordioso, as referências de Jesus ao "inferno" não podem ser interpretada "ao pé da letra"

      Na época de Jesus, a humanidade não estava preparada para entender a existência de uma outra dimensão espiritual. Portanto, milhares de anos precisariam passar, até que o conhecimento científico servisse de embasamento para a compreensão das coisas que Jesus não podia ainda dizer.

     Portanto, aquilo a que Jesus se referia como "inferno", são regiões espirituais, para onde vão os espíritos maus, porém, não para uma "danação eterna", a qual seria incompatível com a infinita misericórdia de Deus, mas sim por um período, depois do qual reencarnarão e terão chance de reparar o mal feito e redimirem-se de seus erros.

13. Se a reencarnação fosse verdadeira, o homem seria salvador de si mesmo, porque ele mesmo pagaria suficientemente suas faltas por meio de reencarnações sucessivas. Se fosse assim, Cristo não seria o Redentor do homem. O sacrifício do Calvário seria nulo e sem sentido. Cada um salvar-se-ia por si mesmo. O homem seria o redentor de si mesmo. Essa é uma tese fundamental da Gnose.

Não há inferência lógica em dizer que "Se a Reencarnação existe, o sacrifício do Calvário seria nulo e sem sentido". Jesus veio trazer a mensagem do Amor e do Perdão, para que o mundo pudesse tomar impulso em sua evolução espiritual. Então, a sua vinda ao mundo foi essencial para todos nós, independente de acreditarmos ou não em reencarnação. A existência da Reencarnação não anula a obra magnífica de Jesus.

Jesus também disse:
"E eu rogarei ao Pai, e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê e não o conhece...o Pai enviará em meu nome, e esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (João, XIV, 16 a 26).

Veja a passagem: "...e esse vos ensinará todas as coisas...". Ora, o que havia ainda para ser ensinado? Exatamente isso: A do plano espiritual e da Reencarnação e, com tal ensinamento, a solução das CONTRADIÇÕES existentes em alguns dogmas cristãos.

Com relação ao "homem ser redentor de si mesmo", de fato, a Reencarnação nos descortina um outro paradigma, onde se fala em EVOLUÇÃO e não em SALVAÇÃO. Jesus disse que a cada um será dado "de acordo com suas obras". Portanto, Ele deixou muito claro que DEPENDE DE NÓS a nossa evolução espiritual.

Conclusão: A Reencarnação em nada invalida o sacrifício de Cristo no calvário. Ela faz com que nos tornemos ainda mais responsáveis por nossa evolução, pois sabemos que a mesma depende de nossas próprias obras, como disse Jesus.

 

14. Em conseqüência, a Missa e todos os Sacramentos não teriam valor nenhum e seriam inúteis ou dispensáveis. O que é outro absurdo herético.

Jesus não criou nenhuma missa e nenhum sacramento! Jesus não criou nenhum templo e nenhuma Igreja! O ensino puro de Jesus foi totalmente deturpado. Jesus nos ensinou a ser simples, humildes e misericordiosos. Porém o homem, como sempre faz, manipulou tais ensinos de forma a controlar as pessoas.
Então, a "Missa" e os "sacramentos" são valores simbólicos. De nada adianta "ir à missa" e não reformar-se moralmente!

Conclusão: Mais importante do que a "missa" e os "sacramentos" é a reforma moral do homem. Sem tal reforma, a "missa" e o Sacramento são realmente inúteis e indispensáveis.

 

15. A doutrina da reencarnação conduz necessariamente à idéia gnóstica de que o homem é o redentor de si mesmo. Mas, se assim fosse, cairíamos num dilema:

  1. Ou as ofensas feitas a Deus pelo homem não teriam gravidade infinita;

  2. Ou o mérito do homem seria de si, infinito.

Que a ofensa do homem a Deus tenha gravidade infinita decorre da própria infinitude de Deus. Logo, dever-se-ia concluir que, se homem é redentor de si mesmo, pagando com seus próprios méritos as ofensas feitas por ele a Deus infinito, é porque seus méritos pessoais são infinitos. Ora, só Deus pode ter méritos infinitos. Logo, o homem seria divino. O que é uma conclusão gnóstica ou panteísta. De qualquer modo, absurda. Logo, a reencarnação é uma falsidade.

Estas afirmações baseiam-se em uma premissa totalmente equivocada: A de que uma ofensa a Deus, que é um ser infinito, tem uma gravidade infinita. Ora, e quem é que disse que Deus é um ser "mimado", que se melindra, que se ofende com os erros de seres ainda tão imperfeitos como nós? Esta visão é que está errada, pois coloca Deus em um patamar inferior, de um ser totalmente "emocional", que se "zanga com facilidade".

 A idéia de Deus, sob o prisma da Reencarnação, é de um ser muito superior; um Pai compreensivo e misericordioso, que não fica "se ofendendo" com os erros de seus filhos. Pelo contrário, dá aos mesmos a chance de aprender com seus próprios erros, e lhes dá infinita chances de recuperação. Isto não significa, como tenta induzir erroneamente o texto, que somos "divinos". O fato de Deus ser infinitamente misericordioso, não significa que, por recebermos infinitas chances, sejamos como ele. Pelo contrário, se recebemos infinitas chances, é porque precisamos delas devido ao longo caminho evolutivo que temos que atingir.

Conclusão: O fato de recebermos infinitas chances através da Reencarnação não significa que sejamos "Deuses", como tenta induzir erroneamente o texto. A existência da Reencarnação significa que Deus tem realmente a virtude do "perdão infinito", o que não aconteceria se houvesse a condenação eterna.

16. Se o homem fosse divino por sua natureza, como se explicaria ser ele capaz de pecado? A doutrina da reencarnação leva, então, à conclusão de que o mal moral provém da própria natureza divina. O que significa a aceitação do dualismo maniqueu e gnóstico. A reencarnação leva necessariamente à aceitação do dualismo metafísico, que é tese gnóstica que repugna à razão e é contra a Fé.

É essa tendência dualista e gnóstica que leva os espíritas, defensores da reencarnação, a considerarem que o mal é algo substancial e metafísico, e não apenas moral. O que, de novo, é tese da Gnose.

Se, reencarnando-se infinitamente, o homem tende à perfeição, não se compreende como, ao final desse processo, ele não se torne perfeito de modo absoluto, isto é, ele se torne Deus, já que ele tem em sua própria natureza essa capacidade de aperfeiçoamento infindo.

Interessante, o Sr. Orlando cria premissas artificiais, que induzem a conclusões equivocadas e segue indefinidamente tirando conclusões em cima das mesmas premissas, num emaranhado complexo e deturpado.

Simplifiquemos então, para que o leitor possa comparar as duas doutrinas:

1. Doutrina da existência de uma única vida: As pessoas têm apenas uma vida, uma chance, para se "salvarem" e ir para o "paraíso" e ficar lá eternamente, louvando ao Senhor. As que não se salvarem, serão condenadas ao fogo eterno, porque Deus, que supostamente deveria ter todas as virtudes em grau infinito, neste momento deixa de perdoar, tornando-se imperfeito e finito como nós...

2. Doutrina da Reencarnação: O espírito é imortal, porém, para se manifestar na matéria, utiliza-se de um corpo material mortal. Após a destruição deste corpo o espírito continua sua jornada, e pode retornar em outros corpos para continuar seu trajeto evolutivo. Deus, assim, jamais condena uma pessoa eternamente. Sendo assim, seu perdão é realmente infinito e Ele pode ser considerado perfeito!

Conclusão: "Desembaraçando" o texto de palavras complexas e comparando as duas doutrinas, fica muito claro que a Doutrina da Reencarnação é, do ponto de vista de lógica e coerência, muito mais perfeita.

 

17. A doutrina da reencarnação, admitindo várias mortes sucessivas para o homem, contraria diretamente o que Deus ensinou na Sagrada Escritura.

Por exemplo, São Paulo escreveu:

"O homem só morre uma vez" (Heb. IX, 27).

Também no Livro de Jó está escrito:

"Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono" (Jó, XIV,12).

Finalmente, a doutrina da reencarnação vai frontalmente contra o ensinamento de Cristo no Evangelho. Com efeito, ao ensinar a parábola do rico e do pobre Lázaro, Cristo Nosso Senhor disse que, quando ambos morreram, foram imediatamente julgados por Deus, sendo o mau rico mandado para o castigo eterno, e Lázaro mandado para o seio de Abraão, isto é, para o céu. (Cfr. Lucas XVI, 19-31)

E, nessa mesma parábola Cristo nega que possa alguma alma voltar para ensinar algo aos vivos.

Também está escrito na Bíblia: "não vos prendais à letra que é assassina, mas ao espírito da letra" (2 Cors. 3:6).

Isso significa que devemos interpretar a Bíblia à luz da razão, e descartar tudo o que for contraditório. A Bíblia contém enormes CONTRADIÇÕES, como já foi apresentado neste site. É porisso que utilizamos a Lógica, pois é a única ferramenta que pode nos indicar a direção da verdade.

E a lógica demonstra que a Reencarnação é a Doutrina que oferece as explicações mais coerentes e sem contradições. Se não acreditarmos na Reencarnação, teremos que acreditar na existência de um Deus imperfeito, vingativo, intolerante, que odeia, que persegue, destrói e condena uma pessoa, pelos erros cometidos no período de uma vida, a uma pena eterna...Um Deus que faz com que as pessoas nasçam cegas ou paralíticas sem que as mesmas tenham tido nenhum merecimento, pagando pelo erro de outras pessoas..enfim, um Deus bárbaro e imperfeito! A Reencarnação não contém nenhuma dessas incoerências.

Além deste aspecto lógico, há também trabalhos científicos que PROVAM  a existência da Reencarnação e da vida após a morte (veja neste site). É porisso que cada vez mais pessoas a aceitam no mundo. Porém, pessoas como o Sr. Orlando Fedelli não estão dispostos a utilizar a Razão e a Lógica, nem mesmo a aceitar os resultados das pesquisas científicas. Tais pessoas se escondem atrás de citações bíblicas, as quais manipulam para gerar premissas equivocadas com a aparência de lógicas, no intuito de enganar o leitor desavisado.

Compreende-se o temor da Igreja com relação à Reencarnação. No fundo, tudo tem a ver com o medo de perder fiéis, medo de perder o "Poder", que sempre deteve nestes ultimos milênios. Porém, a divulgação desta verdade é irreversível. O próprio Jesus já havia dito, ao mencionar que enviaria um Consolador.

Cabe a nós fazermos a nossa parte no sentido de utlizar a lógica para refutar esse argumentos errôneos (e do ponto de vista lógico muito fracos) apresentados por pessoas como o Sr. Orlando.

Paz e Luz a todos!